quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Fast Film





Fast Film: uma curta metragem de animação simplesmente fascinante, uma homenagem ao cinema clássico, realizado de uma maneira assombrosa: o realizador imprimiu milhares de fotogramas de filmes clássicos, recortou-os e dobrou-os num minucioso origami, fotografou os fotogramas e montou o resultado no After Effects. O resultado? Vejam. O website dos autores explica melhor este singular processo de animação.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

As vossas sugestões e as nossas respostas!

No nosso espaço, as pessoas contam! Assim, as sugestões que os utilizadores nos fazem (críticas referentes ao funcionamento, propostas de aquisição, sugestões de actividades, ...) ajudam-nos a conhecer os seus interesses e a procurar, eventualmente corrigir ou melhorar algumas situações.
Quem quiser colaborar, encontra o impresso à entrada do Centro de Recursos.
Hoje divulgámos mais respostas, no painel informativo, a comprovar que "ninguém se fica sem resposta"!

Contem-no aos vossos filhos



Porque nunca é demais recordá-lo, aqui ficam três sugestões de leitura da nossa Biblioteca sobre o tema:

Para os mais novos:

- Contai aos vossos filhos... Um livro sobre o Holocausto na Europa, 1933-1945, Lisboa, Gótica 2000.
Cota: 94 (4) BRU.

- Anne FRANK, Diário de Anne Frank: versão definitiva, Lisboa, Livros do Brasil 2003.
Cota: 82-9 FRA.

Para os mais crescidos:

- Primo LEVI, Se Isto é um Homem, Porto, PCS 2002.
Cota: 82-3 LEV.

Contem-no aos vossos filhos,
para que eles o contem também aos
seus filhos
e estes à geração seguinte.

Joel 1, 3

domingo, 27 de janeiro de 2008

Aniversários

Felizmente o mundo também é feito de coisas bonitas e hoje comemoram-se alguns aniversários:

1756 - Mozart , Compositor
1832 - Lewis Carroll, Escritor
1948 - Mikhail Baryshnikov, Bailarino

"Everything's got a moral, if only you can find it.", Lewis Carroll

SHOAH

Porque passam, hoje, 63 anos sobre a libertação de Auschwitz-Birkenau. Contai aos vossos filhos...

sábado, 26 de janeiro de 2008

Snow Crash



(Vai a capa da edição americana, que a da edição portuguesa não é muito inspiradora...)

Snow Crash é um livro que não se leva a sério. Mesmo nada a sério. O livro segue as aventuras de Hiro Protagonist (pronuciem o nome do protagonista e percebem a piada), um hacker afro-coreano em luta contra um cartel político-religioso que quer dominar o mundo tendo como arma secreta uma linguagem escrita em sumério capaz de alterar a mente. Snow Crash é o nome do vírus sumério, capaz de apagar a mente de hackers e programadores, que devasta o metaverso.

Com um título muito infeliz em português, Nome de Código: Samurai, Snow Crash parece à partida ser mais uma daquelas histórias que se dizem de ficção científica mas não o são, sendo simples aventuras em cenários futuristas. É à medida que vamos mergulhando no livro que começamos a perceber a verdadeira complexidade do romance. Este não pretende ser mais do que um conto de aventuras; é assumido nisso. O que o destaca é a capacidade de imaginação futurista de Neal Stephenson, o que transformou Snow Crash numa obra de culto da ficção científica cyberpunk.

Parte do romance desenrola-se no Metaverso, um espaço virtual cibernético de avatares que interagem numa rede informática mundial com uma mega cidade como interface visual. Parece familiar? Quase parece estarmos a falar da Internet, do ciberespaço e da realidade virtual. O livro foi escrito antes da explosão da internet - quando as discussões sobre espaços virtuais estavam reduzidas a núcleos duros de teóricos académicos. De certa maneira, Snow Crash inspirou alguns dos conceitos de espaços virtuais, hoje quase banais nos ambientes de jogo multijogador, que chegam a reunir milhares de avatares num único espaço virtual (pensem no Second Life). O que era uma teoria sócio-informática e uma ideia literária transformou-se num rendoso produto económico.

O enredo de Snow Crash que se desenrola no espaço real chega a tocar os limites do surrealismo, embora pareça assustadoramente possível. Influenciado pelas regras de um mercado livre e agressivo, Stephenson descreve um mundo desagregado. A noção de país desapareceu, substituída por míriades de territórios suburbanos controlados por mega-corporações rivais. As forças policiais e militares são privadas, e a ideia de franchising foi levada ao absurdo de até a mafia abrir sucursais legais. O governo apenas controla parcelas de território não franchisadas, funcionando como mais uma corporação. As pessoas vivem e deslocam-se entre condomínios fechados, circulando em auto-estradas rodeadas de lojas franchisadas. Parece uma ideia impossível? Circulem então pela IC-19, ou por qualquer outro espaço suburbano/exurbano contemporâneo.

Snow Crash vale pelo gosto da pura aventura, mas o que transforma este livro numa referência da Ficção Científica de género cyberpunk é o imaginar de um mundo virtual hiperreal que se mescla com um mundo real cada vez mais irreal.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Virgina Woolf

"If you do not tell the truth about yourself you cannot tell it about other people."
"I meant to write about death, only life came breaking in as usual.", Diary, 17th February, 1922
Virginia Woolf, 1982 - 1941.

Hoje faria anos Virginia Woolf. Romancista e ensaísta inglesa, Virginia Woolf, é considerada uma força da ficção do séc. XX.


Clica no endereço seguinte e descobre mais sobre esta mulher.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Virginia_Woolf

Surpresa!


Hoje as nossas janelas abriram-se com um desafio a todos os que são ousados...


Aguardamos a visita dos corajosos!
Legenda:
"Em 2008 só lê quem é afoito!"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Ritmos saltitantes



O último álbum de Amélie-les-crayons (La Porte Plume) é um bálsamo que transforma os pequenos nadas do dia-a-dia em poesia. E assim nasce uma nova estrela no céu musical francês. Formada em arte dramática e teatro de rua, coloca em palco, com os seus três músicos acústicos, toda a sua expressividade e ironia com um ritmo groovy e saltitante.
Com composições poéticas, surrealistas, românticas e até irónicas, cheias de "humour et délicatesse", é um CD "frais, charmant et accueillant" que vale a pena ouvir. Alors, allez-y!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pequeno-almoço literário


Finalmente chegou o dia de tomarmos o pequeno-almoço na companhia de uma pessoa muito especial - a Maria Teresa Maia Gonzalez!
Durante 1h30m a conversa fluiu e, por isso, nem todos pudemos colocar as questões que desejávamos ou ler os desafios de escrita, mas estes serão brevemente publicados aqui.
Julgo que todos descobrimos que o segredo do sucesso desta autora reside na sua sensibilidade. Atenta, como são os escritores, dizia-me, à hora de almoço, "que a realidade supera a ficção" . Pediu-me que comunicasse a todos os participantes (22 alunos do 3.º ciclo) o quanto tinha gostado de estar convosco, de ver o vosso entusiasmo e empenho.
Concordo e aproveito para, uma vez mais, agradecer a forma como participaram, desde a preparação, contribuindo para que se criasse um ambiente muito agradável.
Um obrigada especial aos alunos do 8.º E, do curso de Hotelaria ( o Daniel, a Sónia, o Sérgio e a Vanessa) pelo profissionalismo que revelaram.
Aproveito para divulgar que a autora nos ofereceu dois títulos da colecção "Profissão Adolescente" que já podem ser requisitados.
E não se esqueçam... Em 2008 só lê quem é afoito!
VENCEDORES DO DESAFIO (apresenta um título para um novo livro da Maria Teresa Maia Gonzalez):
  • Os olhos de coco da Niquita (Joana Albuquereque, 9.º A)
  • Esconderijo de estrelas (Margarida Lopes, 9.º C)
  • Socorro! É um adolescente! (Rita Viegas, 9.º D)

Parabéns a todos, pois a escolha foi difícil!

Prof. Jacqueline Duarte

As Mais Lindas Livrarias

No passado dia 10 de Janeiro o jornal inglês The Guardian elegeu as 10 Livrarias mais bonitas do Mundo e entre elas está a Lello no Porto. Parabéns!

( Aqui ficam algumas imagens da referidas livrarias)

Borders, Glasgow
Boekhandel Selexyz Dominicanen, Maastricht
El Ateneo, Buenos Aires
Hatchards, London
Keibunsya, Kyoto
Posada, Brussels

Secret Headquarters, LA
Scarthin's, Peak District
...and last but not least

Livraria Lello, Porto



segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Maria Teresa Maia Gonzalez - Vida e obra


É já amanhã que a escritora virá à nossa escola!


Maria Teresa Maia Gonzalez é uma escritora portuguesa nascida em Coimbra, em 1958.
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Franceses e Ingleses, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professora de Língua Portuguesa de 1982 a 1997, no ensino oficial e particular.
Tem vários livros editados, nomeadamente, Gaspar & Mariana, A Fonte dos Segredos, O Guarda da Praia, O Incendiário Misterioso, A Lua de Joana (editado também na Alemanha e na Bulgária), Histórias com Jesus, A Cruz Vazia, e é autora da colecção Profissão: Adolescente, da qual, com apenas 13 títulos publicados, já se venderam cerca de 300.000 exemplares. É ainda, com Maria do Rosário Pedreira, co-autora da Colecção O Clube das Chaves, de que se publicaram 21 volumes, a maioria dos quais com várias edições.
Os seus livros têm a particularidade de reflectirem assuntos relacionados com a juventude e os seus problemas revelam uma grande sensibilidade e actualidade em relação aos mesmos. A Lua de Joana, o seu maior sucesso editorial, conta já com 17 edições e
250 000 exemplares vendidos.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Teresa_Maia_Gonzalez http://www.editorialverbo.pt/lista_autor.asp?s=86&ctd=244


No Centro de Recursos encontram à venda livros da escritora.

Amanhã, terça-feira, pelas 12h, decorrerá uma sessão de autógrafos aberta a todos os alunos.
Poderão conversar e conhecer a Maria Teresa Maia Gonzalez. Apareçam!

Pesquisa no Fundo Documental do nosso Centro de Recursos

Agora já podemos pesquisar no Fundo Documental do Centro de Recursos em qualquer parte onde tenhamos acesso à Internet...
Basta clicar na primeira hiperligação que existe no lado esquerdo do blog, na secção Ligações.
Depois é só retirar a referência da pesquisa, que se efectuou, e apresentá-la a quem estiver a atender no balcão.
Boas pesquisas e boas leituras...






domingo, 20 de janeiro de 2008

Bang!



Uma má notícia: editada pela editora Saída de Emergência, a revista Bang!, única revista portuguesa dedicada à FC e ao Fantástico, deixou de existir em formato papel.

Uma boa notícia: os editores não desistiram, passando a oferecer a Bang! em formato PDF, de forma gratuita. Qual é a desculpa para não a ler?

Podem descarregar a terceira edição da revista aqui: Bang! #03, e saber mais sobre a Bang! através do blog Revista Bang!.

(Via A21)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Deficiências

A propósito da nova legislação de NEEs...


"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

"Miserável" somos todos que não conseguimos falar com Deus.

Mário de Miranda Quintana,
Alegrete, 30 de Julho de 1906 - Porto Alegre, 5 de Maio de 1994

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Pintar como...

Jackson Pollock.

Uma das frases que mais se ouve acerca da arte moderna e contemporânea é a "até eu conseguia fazer isto", geralmente proferida ao contemplar uma abstracção geométrica ou expressiva. Não é bem assim, mas este website permite concretizar esta frase. Ao clicar no link para o site Paint Like Jackson Pollock o vosso rato transforma-se num pincel e a janela do browser numa tela onde podem pintar como o mais famoso pintor expressionista abstracto da escola de Nova Yorque.

Vá lá, experimentem! Não se sujam de tinta...

Desafio aos participantes no "Pequeno-almoço literário com a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez"


Olá, pessoal!




Começo por dizer-vos que gostei muito do nosso encontro de preparação da actividade.

Parece-me que vamos ter um rico pequeno-almoço...


Como prometido, deixo-vos o desafio e conto com a vossa participação.

Relembro:

- podem participar os alunos seleccionados para o pequeno-almoço;

- cada um só pode enviar uma proposta;

- aceito respostas até segunda-feira (20h).


Cá vai...


Proponham um título para um novo livro escrito pela Maria Teresa Maia Gonzalez.

Seleccionarei três respostas que serão divulgadas no final do pequeno-almoço. Há prémios!


Adolescentes, ponham mãos à obra!


Prof. Jacqueline Duarte



segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Colegas



Todos conhecem, certamente, o episódio bíblico da torre de Babel. Não falo aqui dele para fazer exegese, mas a propósito de livros. Olhando daqui para algumas torres de livros que tenho para arrumar, é difícil não pensar em Babel e imaginar que improváveis diálogos ou discussões, aqueles livros, assim empilhados, não terão entre si. Não alcançarão o Céu, porque desde Babel que nenhuma outra torre sonhou tal ousadia. E as de livros, como sabemos, podem ter pedras muito sólidas, mas têm fundamentos muito instáveis e precários. Vem esta conversa a propósito de blogues sobre livros que vão surgindo, cada vez mais, na blogocoisa. Este que agora vos apresento (Bibliotecário de Babel) pode ser visitado, desde já, aqui. É uma Babel de livros e literatura que não pretende arranhar o Céu, mas mostrar-nos alguns dos paraísos livreiros da nossa boa e velha Terra. Têm a seguir uma torre de algumas imagens aí pedidas emprestadas para vos aguçar a curiosidade. Espero que a Coordenação não se zangue por causa da publicidade à concorrência.

PS: Já agora, um bom ano para todos (este é bissexto; será mais um dia de trabalho, ou mais um dia de férias?!) e desculpem por só agora estar de volta, ou já estavam a pensar que se iam ver livres de mim? Como dizia o Mestre: "Eu vou partir, mas voltarei". Assim sou eu.
Até um dia...

































Encontro com a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez - Lista de alunos seleccionados

Já seleccionámos os alunos que, no próximo dia 22/01 (terça-feira) vão tomar o pequeno-almoço com a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez.
Na próxima quarta-feira (16/01) estes alunos devem dirigir-se, às 10h30m, ao Centro de Recursos a fim de participarem numa reunião de preparação da actividade.
Bom-apetite!

LISTA DE ALUNOS SELECCIONADOS

7.º A
· Rui Monteiro
7.º B
· Ana Aleixo
· Filipa Oliveira
8.º E
· Arli Neto
· Luís Francisco
9.º A
· Ana Carloto
· Daniela Rodrigues
· Gabriel Carreira
· João Pedrosa
· Marisa Casado
· Ricardo Resende
9.º B
· Elsa Silva
· Joana Albuquerque
· Mariana Guerreiro
9.º C
· Carina Fiúza
· Carlos Teixeira
· Lázaro Alexandre
· Margarida Lopes
9.º D
· Adriana Derda
· Débora Baltasar
· Maria Ana Sarmento
· Patrícia Cardoso
· Rita Viegas

Site do mês de Janeiro


http://www.museuvc.com/museuvc.asp?op=0&id_mp=2

Aqui fica uma sugestão de visita ao museu virtual do calçado onde poderão apreciar, sucintamente, a evolução ao longo dos tempos, desde a pré-história até aos nossos dias.


Boas caminhadas....

domingo, 13 de janeiro de 2008

Pequenos Artistas


(Imagem digital criada em Bryce 5 por um aluno do 6º D)

Os novos Pequenos Artistas já estão online com uma galeria no Deviant Art. Tal como no ano passado, esta galeria reúne trabalhos de alunos criados nos mais varidados media, desde os tradicionais aos digitais.

Não se esqueçam de os visitar regularmente; há sempre trabalhos novos para mostrar!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Professores (novidades fresquinhas)!



Já pode ser requisitada no Centro de Recursos esta obra que divulga diversas actividades lúdicas que permitem, por exemplo, criar histórias, escrever diálogos, jogar com as palavras.

“Quero ser escritor é aconselhado a crianças e jovens, pais e professores, e a todos os que vêem na escrita uma componente essencial da educação.”
(excerto da contracapa)

Aproveitamos para divulgar que uma das suas autoras, Margarida Fonseca Santos, escritora com uma vasta obra no campo da lietratura infanto-juvenil, virá à nossa escola, no próximo dia 27 de Fevereiro, dinamizar uma sessão para alunos do 2.º ciclo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A autora de "A Lua de Joana" vem à nossa escola tomar o pequeno-almoço!

Tomar o pequeno-almoco, no Centro de Recursos?! Sim! E tu podes ser um dos 25
eleitos a participar nessa "refeição literária". Ganhas um pequeno-almoço e um encontro inesquecível!
Assim, se és aluno do 3.º ciclo, não te esqueças de entregar, até quarta-feira(09/01) , o cupão com a pergunta acerca de uma das obras da escritora (podes solicitar cupões no nosso espaço).

Brevemente divulgaremos a lista dos seleccionados...

Ainda votos para 2008...

Que sonhem, muito!


Como afirmou o sábio Agostinho da Silva:

"A face oculta da Lua
Só banha em seu luar
Àqueles que não vendo
A sabem imaginar."

As Crónicas Marcianas

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E-nigma | O Mundo Marciano

O livro que vos trago hoje é um livro culpado. As Crónicas Marcianas foram as responsáveis pela minha grande paixão pela literatura de ficção científica. Não é para menos. Ler As Crónicas Marcianas é apaixonar-se, é sonhar com nostalgias e futuros imaginados, é elevar o espírito a dimensões oníricas.

As Crónicas Marcianas são uma colectânea pouco estruturada de contos de Ray Bradbury que abordam um tema clássico da ficção científica, a colonização de Marte. Sendo ficção científica clássica, As Crónicas Marcianas não descrevem uma colonização cientificamente correcta. No mundo literário de Bradbury, Marte não é um rochedo de atmosfera esparsa e inóspita colonizável apenas através de um gigântico esforço de hardware. Bradbury imagina Marte mais na linha literária de H. G. Wells e de Edgar Rice Burroughs - um planeta semelhante ao nosso, habitado por seres que não são fundamentalmente muito diferentes de nós. Mas se os marcianos de Wells são inescrutávelmente malévolos e Burroughs transplanta para Marte aventuras típicas da exploração de África, Bradbury escolheu um sentido muito diferente.

O planeta Marte de Ray Bradbury é um espaço onírico, quase surreal, onde percepções alteradas coexistem com exotismos sonhadores e nostalgias ternurentas. A colonização de Marte é uma colonização sonhadora, onde se reflecte o que há de melhor e de pior na humanidade. Os aventureiros que colonizam Marte são sonhadores inveterados, que procuram novos horizontes; os marcianos são elegantes fiapos oníricos de uma civilização milenar que se encontra num gentil e elegante declineo.

Tendo escrito nos anos 50, Bradbury espelha n'As Crónicas Marcianas as preocupações típicas da época. Isso explica a prevalência de temas como a crítica à colonização imperialista, o racismo social e a possibilidade de suicídio civilizacional através da guerra nuclear.

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Marte está sempre presente no imaginário colectivo. É o planeta mais estudado do sistema solar. As missões exploratórias seguem-se, trazendo resultados e imagens espantosas. Sabemos que a única possibilidade de vida em marte poderá ser microbiana, com um poderá muito incerto. Mas a influência d'As Crónicas Marcianas faz sonhar. Sempre que contemplamos alguma imagem da superfície marciana, nasce a esperança de que o rover não chegou ao local certo; de que a máquina fotográfica está apontada para o local errado; que por detrás da colina pedregosa se esconde uma elegante cidade marciana espiralada em direcção ao céu avermelhado, à beira de um mar antigo sulcado por exóticas gôndolas tripuladas por marcianos de inescrutáveis máscaras douradas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Feliz 2008!

São estes os votos da equipa do Centro de Recursos para todos os seus utilizadores.
Que sejam felizes, mas façam por isso...

Será, para nós, um ano com algumas novidades. Fiquem atentos!

Para já, alunos do 3.º ciclo, não se esqueçam de entregar, até ao próximo dia 09, os cupões para se habilitarem a tomar o pequeno-almoço com a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez.

Entretanto, também saiu o jornal "Pontos nos iii", onde continuamos a assegurar o suplemento. Parabéns à equipa do jornal por mais esta edição.

E não se esqueçam do lema "Em 2008 só lê quem é afoito!"

Aventurem-se!