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domingo, 10 de novembro de 2013
José Fanha lê "A Porta"
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Centro de Recursos Poeta José Fanha
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11/10/2013 07:27:00 da tarde
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terça-feira, 28 de abril de 2009
A(s) Porta(s) NOVAS!

O ano de 2009 trouxe uma porta nova para o Centro de Recursos... Mais luz e um convite à entrada foram o mote para esta novidade. Por coincidência, também o livro A Porta, escrito pelo nosso patrono, foi reeditado, com uma nova porta... na capa (vejam a imagem)!
Acerca do livro, divulgamos aqui uma mensagem enviada pelo seu autor - José Fanha.
Caras amigas e amigos,
19 anos depois de ter sido editado pela primeira vez acaba de ser posto à venda "A Porta", edição Gailivro.
Gosto de pensar que é o melhor texto que fiz na minha vida.
As ilustrações e grafismo são da Mónica Cid que fez do livro um objecto caloroso que apetece ter na mão.
É daqueles textos que não tem idade aconselhável. Ou melhor, aconselho-o a todos entre os 8 e os 88 anos mas só aos que forem capazes de sonhar e voar através das palavras de uma história.
"A Porta" foi escrita há 20 anos em circunstâncias muito particulares da minha vida pessoal. Um tempo em que não tinha uma casa e em que a minha casa foi a escrita deste livro.
"A Porta" é narrada por um menino que fala do dia em que o pai e a Mãe se mudaram para a casa nova e quando lá chegaram não havia paredes, nem tecto, nem casa. Apenas uma porta.
E recordo o momento em que o menino relata a chegada dos pais à casa nova... Que de casa só tinha a Porta...
"- Aqui não há casa nenhuma! - insistiu a minha mãe.
- Mas há uma porta! - afirmou o meu pai, atravessando-a cheio de simpatia de um lado para o outro- - Se não houvesse, não podíamos entrar nem sair.
Parece-me que ele tinha razão, embora não se percebesse muito bem para que é que servia uma porta que dava para sítio nenhum.
Talvez fosse divertido entrar e sair e sair e entrar por uma porta tão invulgar e sozinha no meio de nada.
Isso era quanto lhe bastava. À minha mãe, não. Sentia-se perdida e ficou, de repente, muito triste.
O meu pai não a podia ver assim.
- Uma porta é um bom começo. O resto arranja-se com facilidade."
Para lá daquela porta, os pais do narrador virão a descobrir um mundo estranho, talvez mágico, talvez diferente do nosso. A pouco e pouco vão conhecendo os vizinhos que vivem do outro lado da porta. São pessoas muito invulgares.
O Grande Espinafre que tem uma horta onde pode plantar tudo, parafusos, macarrão, peixe cozido ou mesmo cenouras.
O engenheiro Francisco Parafuso que tem horror a que as coisas mudem de lugar e procura aparafusar tudo ao tecto, ao chão, às paredes para que nada mude. Chega mesmo a aparafusar os ponteiros ao relógio e os sapatos do pai do narrador ao chão.
Há também a Princesa Princezinha, que vive no mundo dos sonhos e das fábulas, e que sonha, naturalmenmte vir a casar com um Príncipe Encantado quando tiver coragem de atravessar o Bosque de Todos os Medos.
Finalmente temos a Bruxonauta, bruxa falhada que sonha vir a ser astronauta.
Com um abraço amigo,
José Fanha
19 anos depois de ter sido editado pela primeira vez acaba de ser posto à venda "A Porta", edição Gailivro.
Gosto de pensar que é o melhor texto que fiz na minha vida.
As ilustrações e grafismo são da Mónica Cid que fez do livro um objecto caloroso que apetece ter na mão.
É daqueles textos que não tem idade aconselhável. Ou melhor, aconselho-o a todos entre os 8 e os 88 anos mas só aos que forem capazes de sonhar e voar através das palavras de uma história.
"A Porta" foi escrita há 20 anos em circunstâncias muito particulares da minha vida pessoal. Um tempo em que não tinha uma casa e em que a minha casa foi a escrita deste livro.
"A Porta" é narrada por um menino que fala do dia em que o pai e a Mãe se mudaram para a casa nova e quando lá chegaram não havia paredes, nem tecto, nem casa. Apenas uma porta.
E recordo o momento em que o menino relata a chegada dos pais à casa nova... Que de casa só tinha a Porta...
"- Aqui não há casa nenhuma! - insistiu a minha mãe.
- Mas há uma porta! - afirmou o meu pai, atravessando-a cheio de simpatia de um lado para o outro- - Se não houvesse, não podíamos entrar nem sair.
Parece-me que ele tinha razão, embora não se percebesse muito bem para que é que servia uma porta que dava para sítio nenhum.
Talvez fosse divertido entrar e sair e sair e entrar por uma porta tão invulgar e sozinha no meio de nada.
Isso era quanto lhe bastava. À minha mãe, não. Sentia-se perdida e ficou, de repente, muito triste.
O meu pai não a podia ver assim.
- Uma porta é um bom começo. O resto arranja-se com facilidade."
Para lá daquela porta, os pais do narrador virão a descobrir um mundo estranho, talvez mágico, talvez diferente do nosso. A pouco e pouco vão conhecendo os vizinhos que vivem do outro lado da porta. São pessoas muito invulgares.
O Grande Espinafre que tem uma horta onde pode plantar tudo, parafusos, macarrão, peixe cozido ou mesmo cenouras.
O engenheiro Francisco Parafuso que tem horror a que as coisas mudem de lugar e procura aparafusar tudo ao tecto, ao chão, às paredes para que nada mude. Chega mesmo a aparafusar os ponteiros ao relógio e os sapatos do pai do narrador ao chão.
Há também a Princesa Princezinha, que vive no mundo dos sonhos e das fábulas, e que sonha, naturalmenmte vir a casar com um Príncipe Encantado quando tiver coragem de atravessar o Bosque de Todos os Medos.
Finalmente temos a Bruxonauta, bruxa falhada que sonha vir a ser astronauta.
Com um abraço amigo,
José Fanha
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Centro de Recursos Poeta José Fanha
à(s)
4/28/2009 06:42:00 da tarde
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