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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Vindos de um Outro Mundo


A falar de livros e ideias de Ficção Científica na semana da Feira do Livro do Centro de Recursos Poeta José Fanha. Falar de FC, mas sublinhar que no fundo o que conta é ler. Seja romance, policial, ficção, não ficção. É lendo, no diálogo entre as palavras lidas na página e o cérebro do leitor, que partilhamos conhecimentos e descobrimos ideas novas que nos intrigam. 

Slide 1: Vindos de um outro mundo: breve introdução à ficção científica para alunos do AE Venda do Pinheiro. Uma viagem pessoal pela história, literatura e cinematografia de FC.

Slide 2: Ficção científica é uma forma de ficção que lida principalmente com o impacto da ciência e tecnologia, verdadeira ou imaginada, sobre a sociedade ou os indivíduos. Esta ideia foi proposta primeiramente por Hugo Gernsback para promover e sustentar as suas publicações focalizadas em histórias cujo cerne incidia sobre especulações técnicas e científicas.
Slide 3: De onde veio a FC? Ao longo da história da literatura existem muitos exemplos de ficções pré-FC, no campo das utopias e mundos imaginários. Mas talvez o primeiro livro que teve como premissa uma ideia de base científica, à época, foi Frankenstein de Mary Shelley. Parece-nos estranho, uma vez que o vemos como monstro de terror, mas no livro a criatura monstruosa nasce não de explicações sobrenaturais ou mágicas mas sim da aplicação de ideias científicas ligadas à medicina e electricidade. No século XIX e princípios do século XX o que se viria a tornar FC ganhou popularidade e leitores, quer com a vertente de aventuras com tecnologia de Júlio Verne os seus seguidores, com a visão do papel da tecnologia de HG Wells, ou com as aventuras que misturam tecnologias futuristas à época (caso das edisonades, inspiradas na figura de Edison), e guerras futuras, um género muito em voga na viragem do século XX que ainda hoje se mantém vivo. 

Slide 4: Imaginem um tempo onde não abundavam os meios de entretenimento. Sem televisão, internet, jogos. Só cinema e rádio para os mais afortunados. Ler era um passatempo, ea abundavam revistas cheias de contos empolgantes que encantaram os seus leitores. Estas publicações ajudaram a FC a afirmar-se como género por direito próprio. Foram, e ainda hoje são, a primeira linha de publicação para os autores, muitos dos quais se tornaram grandes nomes do género. A maior parte da FC pulp é elementar, de entretenimento rápido, sem grandes aspirações, mas saíram daqui alguns dos maiores autores do género. Das revistas clássicas salientam-se a Amazing Stories editada por Hugo Gernsback que se caracterizava por uma aproximação mais rigorosa à ciência na FC, e o foco no deslumbre com ciência e tecnologia da Astounding SF de John W. Campbell. Algumas destas revistas, como a AnalogAsimov e Magazine of F & SF ainda hoje são publicadas. Das mais recentes destaca-se a New Worlds, que apostou numa FC mais literária e experimental, e a Interzone, das poucas de FC europeia que ainda se mantém em publicação.

Slide 5: A banda desenhada tem sido um dos campos onde a FC se afirma. Desde os tempos da BD clássica (Buck Rogers, Flash Gordon, Weird SF e tantos outros) até aos dias de hoje os autores de BD têm aproveitado as possibilidades visuais da BD para despertar sonhos do imaginário futurista. Destaco aqui, da BD franco-belga, o incontornável Hergé com Tintin a ir à lua; o surrealismo de Enki Bilal; a FC em estado de pura magia de Moebius (Jean Giraud). Do Fumetti italiano destaco o retro-futurismo inspirado em Verne de Greystorm e as viagens pacifistas no tempo de Lilith de Luca Enoch. Dos comics modernos muita coisa poderia ser dita, mas sublinha-se o futurismo de Warren Ellis, talvez dos melhores actualidade. A série Saga, a ser editada em portugalHickman em Manhattan Projects. Hoje, a BD é um dos campos onde a mistura de ideias especulativas e iconografias desafiantes da FC consegue ir mais longe, graças ao carácter intrínseco da BD como mistura de texto, imagem e técnicas narrativas mistas.

Slide 6: E por cá, há FC? Sim, mas pouca. O século XIX legou-nos uma lisboa sonhada no ano 2000; dos tempos do estado novo sonhos de um império português do futuro. Mais recentemente, autores como Luís Filipe Silva, António de Macedo e JoãoBarreiros têm-se preocupado em escrever FC de qualidade. E há novos autores a experimentar o género, caso do universo partilhado do comandante serralves. O género tem tido alguma expressão, mas muito reduzida, apesar de um número considerável de obras publicadas por autores portugueses. E, até no cinema português encontramos exemplos de FC: os filmes Os Emissários de Khâlom e Os Abismos da Meia Noite de António de Macedo, Aparelho Voador a Baixa Altitude de Solveig Nordlund, e os recentes RPG de David Rebordão e Collider de Jason Butler.

Slide 7: Há três autores que são incontornáveis quando se está a descobrir a ficção científica. Ray Bradbury, algo atípico, mais próximo do realismo mágico do que da FC pura, que imbuiu os seus livros de um eterno deslumbramento pelos mundos reais e imaginários. Foi dele o primeiro livro que li que me despertou e apaixonou pela FC, as Crónicas Marcianas, um conjunto de histórias sobre a conquista do espaço sem grandes aventuras nem épicas batalhas espaciais. Dele também há o livro que arrepia, aquele em que os bombeiros servem para queimar livros e que é uma ode ao amor à literatura e liberdade de pensamento.
Asimov é outro dos grandes clássicos. Autor prolífico, legou-nos as três leis da robótica, que explorou nos contos que se coligem em I, Robot. É dele uma das primeiras séries de romances que olha para o poder das ideias e não das tecnologias como elemento definidor, Foundation, onde o grande personagem são as tendências estruturais que modelam uma sociedade galáctica milenar.
Mestre da FC hard, Arthur C. Clarke centrava-se na ciência como transformadora. É o maior nome daquela FC clássica feita de personagens estereotípicos cujos dilemas se centram nos desafios trazidos pela ciência e tecnologia.

Slide  8: O melhor da FC está na forma livre como especula. Podíamos falar de sub-géneros, que definem tipos de histórias características, como viagens no tempo, guerra futura, space opera, cyberpunk, mas no seu melhor a FC transcende géneros e, imaginando futuros, desafia-nos a reinventar o presente. Alguns exemplos, pessoais: Channel Sk1n: a televisão e internet enquanto vírusHav: um guia de viagens a um país que não existe que atrai leitores incautos a agências de viagens; O Homem do Castelo Alto: e se… a américa vivesse ocupada pelos japonese e alemanha nazi e um livro proibido contasse a história do que seria se os aliados tivessem vencido a II guerra? The Drowned World:  e se o aquecimento global inundasse as cidades mundiais e Londres se transformasse numa selva semi-submersaA Invenção de Morel: uma ilha onde o presente e o passado coexistem mas não se tocam; Babel 17: uma língua que é uma arma que muda a maneira de pensar de quem a fala; O Senhor da Guerra nos Céus: acordar numa avalanche dos himalaias e descobrir um novo mundo cruzado por dirigíveis; Olá América: a américa abandonada é redescoberta por uma expedição arqueológica.

Slide 9: Vivemos na era digital, numa hipermodernidade em que todos os dias a ciência e tecnologia nos trazem novidades radicais que se entranham no dia a dia. Eis alguns livros, já antigos, que quase anteveram o mundo de hoje (e, nalguns casos, inspiraram directamente cientistas e engenheiros): Schismatrix: a humanidade espalha-se pelo sistema solar e modifica radicalmente a sua genética; Neuromancer: um hacker no meio de intrigas entre empresas e inteligências artificiais, legou-nos o termo ciberespaço; Brasyl: o presente, o passado e o futuro nos trópicos colidem enquanto a física quântica derruba as barreiras temporais; Snow Crash: descreve mundos virtuais em 3D realistas habitados por avatares.

Slide 10: Nem só de língua inglesa vive a FC. Nos últimos anos mutliplicam-se as vozes europeias e mundiais. Trazem à FC outras sensibilidades, expandido o campo literário, mostrando outras visões do mundo e dos futuros que não a ocidental. Alguns exemplos: A Mecânica do Coração: uma história de amor steampunk em que um jovem busca a rapariga que ama e detém a chave do seu coração mecânico; The Bookman: lagartos alienígenas invadem a terra, fingindo-se humanos, num século XIX cheio de dirigíveis e raios da morte; Mémoria: o mais perigoso assassino da galáxia viaja entre planetas para descobrir que é uma inteligência artificial que se escapou de um laboratório; The Three-Body Problem: um jogo de computador funciona como cavalo de tróia para uma civilização extraterreste invadir a Terra; 10 Billion Days e 100 Billion Nights: demasiado estranho para explicar. Jesus e Siddharta lutam ao longo dos séculos utilizando civilizações e mísseis atómicos de curta distância; Aurorarama: os dias da cidade gelada que é a Veneza do pólo norte.

Slide 11: Alguns livros imperdíveis, de autores portugueses ou recentemente editados por cáO Marciano, de Andy Weir: um astronauta abandonado em marte faz tudo para sobreviver e ser resgatado, em breve será filme; O Baile, de Nuno Duarte e Joana Afonso: um agente da PIDE investiga estranhos acontecimentos numa aldeia de pescadores; Se Acordar Antes de Morrer: os contos de João Barreiros; Cidade Suspensa: o imaginário português revisto pelo traço espantoso de penim loureiro.

Slide 12: É através do cinema que a FC chega ao grande público. Legou-nos iconografias espantosas, que ficam na memória visual e marcam o que conhecemos de FC. Como a imaginamos. Seleccionam-se aqui alguns filmes marcantes, fugindo aos mais esperados. Tudo começou em 1902, com a viagem à lua de Meliès. E continua, hoje, com filmes que deslumbram pelo lado visual e intrigam pelas suas concepções futuristas, que nos inspiram a imaginação.

Slide 13: Desafio: distribuindo cartões visões de utopia, perceber desafios contemporâneos a partir de ideias futuristas.


Slide 14: Já chega. Ide-vos, humanos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Lisboa no Ano 2000



A boa notícia do dia é que o Projecto Adamastor lançou a primeira obra da sua nova colecção de ficção especulativa clássica portuguesa. Começa aqui a Colecção Génesis, dedicada a presevar digitalmente e divulgar a memória da FC portuguesa. Começa com este intrigante Lisboa no Ano 2000 de Melo de Matos, uma visão sobre uma Lisboa possível vinda dos primeiros estertores do século XX. O livro que serviu de inspiração à antologia Lisboa no Ano 2000, editada a ferro e fogo por João Barreiros para a Saída de Emergência e vencedora do prémio Adamastor Distinção do Público no Fórum Fantástico 2014.

Rumem ao Projecto Adamastor e descubram a possível Lisboa de hoje sonhada em 1900.

domingo, 9 de novembro de 2014

Fórum Fantástico 2014


A FNAC-Chiado foi ontem o palco de lançmento do programa do Fórum Fantástico 2014, que irá decorrer de 14 a 16 de Novembro na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Lisboa. Serão três dias intensos sobre o fantástico na ilustração, literatura, cinema, música e tecnologia. Rhys Hughes será o autor convidado de um ano cujos destaques passam pela celebração dos vinte anos sobre o marcante e irrepetido ciclo de cinema de Ficção Científica da Cinemateca, a comemoração do centenário de Cortázar, e os Prémios Adamastor que irão distinguir o que por cá de melhor se faz na literatura e banda desenhada nos géneros do Fantástico. Uma das novidades deste ano será um momento dedicado à tecnologia e seu impacto, com a presença da BeeVeryCreative que virá mostrar impressoras 3D.


Rogério Ribeiro, Safaa Dib e João Morales, organizadores do Fórum, junto do representante da Sony que irá premiar o concurso de fotografia Cortázar Frames. O programa está disponível na página do Fórum Fantástico.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Leituras digitais


À procura de boas leituras em língua portuguesa? O escritor Manuel Alves organizou uma página onde se pode aceder facilmente aos seus contos e livros em formato digital. Se quiserem ler boas histórias de ficção científica, fantasia ou steampunk em português visitem a página deste jovem e dinâmico escritor: Juro Que Minto. Não se apoquentem que não há mentiras nenhumas, apenas boas histórias. Parte delas podem ser descarregadas gratuitamente para os vossos tablets ou telemóveis.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Leituras

À procura de leituras para aproveitar bem o tempo de pausa lectiva? Ficam aqui algumas sugestões gratuitas de literatura fantástica em português.


A revista Bang! (que também se pode encontrar em papel no Centro de Recursos Poeta José Fanha) já colocou online a versão digital da sua edição mais recente.


O fanzine Fénix desafiou autores portugueses a reimaginar visões de natal para a sua terceira antologia. Pode ser descarregada no Smashwords.


Do outro lado do atlântico chega-nos este promissor projecto Trasgo. FC e fantasia com sotaque brasileiro, a descobrir na página do projecto.

Estas edições digitais são publicadas em pdf e epub, formatos óptimos para experimentar usar os tablets e os phablets que cada vez mais trazem para a escola para ler livros em formato digital. Atrevam-se!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Fórum Fantástico 2013


Ponto de encontro anual para os fãs do fantástico e ficção científica, o fórum é um evento anual dedicado às várias vertentes destes géneros. São três dias dedicados a livros, banda desenhada, ilustração, cinema, animação e jogos onde se podem trocar experiências, conviver com autores convidados, descobrir ou redescobrir as novidades do ano e adquirir livros em livrarias especializadas. Este ano decorre na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras de 15 a 17 de Outubro. Podem consultar o programa na página do Fórum Fantástico. Este ano o destaque vai para a presença de Ian McDonald, autor de Brasyl, Desolation Road e o steampunk Young Adult de Planesrunner. Para além deste autor, conta-se com a presença de David Rebordão, realizador do recente filme português de ficção científica RPG, a apresentação do livro História dos Videojogos em Portugal com a presença do autor, Dr. Nelson Zagalo, Filipe Melo e os restantes conspiradores de As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, ou a estreia de Esperânsia, curta metragem de animação do superlativo Claúdio Jordão, entre muitos outros momentos interessantes. Imperdível para os fãs do fantástico!

domingo, 27 de outubro de 2013

Leiam

Numa palestra recente sobre o futuro das bibliotecas, Neil Gaiman faz uma brilhante apologia do livro e da literatura como recreio da mente, assumindo o mergulho em mundos de fantasia como um recreio para a imaginação que nos enriquece enquanto pessoas. Toca de forma brilhante em vertentes aparentemente tão díspares quanto o carácter preditivo da ficção científica e sua influência sobre cientistas e engenheiros, liberdades de escolha literária, o saber dar espaço às crianças para desenvolverem o seu gosto sem imposições externas, bibliotecas como centros que permitem acesso gratuito à cultura. E, essencialmente, da leitura como porta de acesso e estímulo à imaginação humana, libertando a mente, abrindo novos horizontes e estimulando o desenvolvimento individual.

Gaiman termina citando Einstein, dizendo que "asked once how we could make our children intelligent. His reply was both simple and wise. "If you want your children to be intelligent," he said, "read them fairy tales. If you want them to be more intelligent, read them more fairy tales." He understood the value of reading, and of imagining. I hope we can give our children a world in which they will read, and be read to, and imagine, and understand." Mas talvez a melhor frase em que Gaiman sintetiza com precisão onde quer chegar com a sua mensagem é um tornear da ideia de Tolkien que aqueles que mais lutam contra o escape às normalidades são habitualmente carcereiros. Ler, descobrir, imaginar são acções que quebram grilhões. Leiam aqui, em inglês, tudo o que o autor tem para dizer. Porque vale a pena: Why Our Future Depends On Libraries, Reading and Daydreaming.

domingo, 29 de setembro de 2013

Cinco livros para descobrir FC

Cinco livros para descobrir a ficção científica. A sugestão partiu do crítico britânico Damien Walters, que pensou em cinco obras capazes de mostrar aos leitores desconhecedores do género o poder das ficções especulativas e fantásticas, que vai mais além do lado confessamente divertido das naves espaciais e lutas com raios laser no espaço. Walters sugere The Sparrow de Mary Russell, Pattern Recogntion de William Gibson, A Mão Esquerda da Escuridão de Ursula K. LeGuin, The Player of Games de Iain M. Banks e China Mountain Zhang de Maureen McHugh. Destes, apenas LeGuin e William Gibson têm obras publicadas em português e merecem a leitura.

Em portugês, o blogger e jornalista João Campos seleccionou cinco excelentes livros que são uma boa introdução ao género, quer em termos de ideias quer de qualidade literária: Um Cântico para Leibowitz de Walter Miller Jr., Flores para Algernon de Daniel Keyes (desafio quem quer que seja a não se emocionar com este livro), O Tormento dos Céus  de Ursula K. LeGuin, A Guerra Eterna de Joe Haldeman e O Homem Duplo de Philip K. Dick. Estes livros foram editados em português. Alguns são difíceis de encontrar nas livrarias, mas normalmente encontram-se nas livrarias online a preços convidativos.

As minhas escolhas são mais abrangentes e olham para a FC e para as transgressões literárias que atravessam géneros. Sugiro As Cidades Invisíveis de Italo Calvino, Olá América de J.G. Ballard, Laranja Mecânica de Anthony Burgess, Babel 17 de Samuel R. Delany e qualquer livro de Ray Bradbury. Calvino e Bradbury encontram-se sem dificuldade nas livrarias, os restantes é um pouco mais difícil.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Jetpack


As fronteiras literárias não são tão rígidas quanto parecem. Mas quando aqueles géneros de que gostamos parecem ser menorizados, recordem-se: se calhar gostariam de ter qualquer coisa... mais brincadeiras interessantes com as leituras fantásticas no You're All Just Jealous Of My Jetpack.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Dose diária de Bang!


A Bang! está em força neste Setembro. Depois da primeira edição brasileira, inaugura agora um website que dará maior visibilidade aos conteúdos da revista. Artigos interessantes e um design limpo e funcional, com o simpático bónus de ter RSS, facilitando a leitura regular para os fanáticos de leituras em feeds (hiper-útil para quem acompanha muitos tópicos num número por vezes demasiado grande de sites).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Revista Bang!


Sabias que podes ler uma revista sobre ficção científica e fantasia em português completamente gratuita? A revista Bang!, editada pela Saída de Emergência, está disponível nas livrarias Fnac de quatro em quatro meses. Não custa nada, é só levar... a Bang! está cheia de novidades sobre literatura fantástica, banda desenhada, contos de autores portugueses e estrangeiros, e sugestões literárias para descobrir. Também pode ser lida em formato digital, sem custos. Para descarregar todas as edições da revista visitem a página Revista Bang!. Divirtam-se com leituras fantásticas!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fórum Fantástico


Já está disponível o programa da edição de 2012 do Fórum Fantástico, que irá decorrer nos dias 23, 24 e 25 de Novembro na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras. O programa pode ser consultado na página do Fórum Fantástico.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Manual de Evasão LX94

Em 1994 aquando da iniciativa Lisboa Capital Europeia da Cultura aconteceu algo improvável. Edgar Pêra foi financiado para realizar um filme no seu estilo próprio. O resultado? Um delírio cyberpunk com intervenções de Terence McKenna, Rudy Rucker e Robert Anton Wilson e uma pedrada no charco da habitualmente tépida cultura oficial portuguesa. Recentemente alguém no Whitechapel descobriu esta pérola escondida nos milhões de horas de vídeo no YouTube. Deixemos a sinopse antever o que espera a algum viandante da internet que depare com esta preciosidade: Ynvestigação trans-temporal. Os Mapas do tempo, a percepção do tempo numa cydade como Lysboa, formas de evasão à rotyna lysboeta. Dok Xaman, Cyber Magus e Neuro-Ynvestigador - habytantes de um mundo paralelo, San Francysko - deslokam-se a Lysboa para kolaborarem numa ynvestygação experymental. Rekorrendo à magya do mundo das plantas, os cientystas e magos alteram os rytmos de vyda dos habytantes de Lysboa, em partykular a rotyna dos burokratas e dos operáryos da Fábrika do Tempo. 


Disponível no YouTube em quatro partes:





Boas visualizações psicadélicas.

sábado, 28 de novembro de 2009

Ataque de Pânico



Última hora! Robots gigantes arrasam Montevideo! Na verdade, uma fantástica curta-metragem que mescla imagem real com 3D e efeitos especiais muito verosímeis. Um belíssimo exemplo de criatividade cinemática digital vindo do Uruguai.

sábado, 21 de novembro de 2009

2001: A Who Odyssey



A perfeição: remix de dois clássicos da Ficção Científica, o assombroso 2001 e o clássico Dr. Who. Belíssima animação criada no LightWave. E não digo mais nada. Vão ver... e se quiserem façam uma lista das referências cruzadas.

sábado, 25 de abril de 2009

Voyage à Travers L'Impossible



Após o sucesso do clássico do cinema que foi Voyage Dans La Lune, Georges Meliès criou este mais ambicioso Voyage à travers l'impossible. Um dos primeiros filmes de ficção científica, disponível em três partes no You Tube: parte 1, parte 2 e parte 3

domingo, 28 de dezembro de 2008

Fantásticas Aventuras



Futuros imaginados, visões oníricas da exploração planetária. À cinquenta anos atrás era assim que se imaginavam os futuros e se sonhavam que seriam os planetas do sistema solar. A ciência pura e os seus instrumentos tecnológicos já nos mostraram que os planetas não são bem como os imaginámos. Ficam estas visões, agora pueris, de futuros que nunca aconteceram. Mqis em Golden Age Comic Books - Fantastic Adventures. E se lá passarem, visitem o resto do blog. Vão encontrar boas supresas.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Contra o cair da noite

clarke

Fundação Arthur C. Clarke

A notícia triste espalha-se pela internet. Faleceu Arthur C. Clarke, um dos maiores romancistas de ficção científica, autor de obras fundamentais como The Songs of Distant Earth, Against the Fall of Night ou 2001.
As elegias sucedem-se, no Ars Technica, no io9, no SF Signal, no lacónico Warren Ellis e, desafiante, no Efeitos Secundários.

Alguns são capazes de olhar para as estrelas, e Clarke, mais que ninguém, estimulou gerações a olhar sempre mais além. O seu legado e influência perduram, agora que deixou os confins deste poço gravitacional e partiu, em direcção às estrelas.

Farewell, Mr. Clarke, and godspeed!

sábado, 1 de março de 2008

Visão de um futuro que nunca aconteceu



Syd Mead é um nome incontornável da ilustração. Designer industrial veterano, assinou nos anos 60 e 70 desenhos conceptuais que se tornaram uma marca do futurismo enquanto utopia industrial. Syd Mead é uma referência que está para sempre associada a uma certa ideia de futuro, um futuro urbano, próspero, em que a ciência e a tecnologia são parte integrante no dia a dia. Syd Mead é também sinónimo visual de ficção científica, graças ao seu trabalho em filmes clássicos do género como Star Trek, 2010, Aliens, Tron e Blade Runner. Podes encontrar mais informações sobre o ilustrador no seu site, Syd Mead, Visual Futurist. Na galeria do Flickr A Portfolio of Probabilities podes ver algumas imagens de um futuro que nunca chegou a existir.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Snow Crash



(Vai a capa da edição americana, que a da edição portuguesa não é muito inspiradora...)

Snow Crash é um livro que não se leva a sério. Mesmo nada a sério. O livro segue as aventuras de Hiro Protagonist (pronuciem o nome do protagonista e percebem a piada), um hacker afro-coreano em luta contra um cartel político-religioso que quer dominar o mundo tendo como arma secreta uma linguagem escrita em sumério capaz de alterar a mente. Snow Crash é o nome do vírus sumério, capaz de apagar a mente de hackers e programadores, que devasta o metaverso.

Com um título muito infeliz em português, Nome de Código: Samurai, Snow Crash parece à partida ser mais uma daquelas histórias que se dizem de ficção científica mas não o são, sendo simples aventuras em cenários futuristas. É à medida que vamos mergulhando no livro que começamos a perceber a verdadeira complexidade do romance. Este não pretende ser mais do que um conto de aventuras; é assumido nisso. O que o destaca é a capacidade de imaginação futurista de Neal Stephenson, o que transformou Snow Crash numa obra de culto da ficção científica cyberpunk.

Parte do romance desenrola-se no Metaverso, um espaço virtual cibernético de avatares que interagem numa rede informática mundial com uma mega cidade como interface visual. Parece familiar? Quase parece estarmos a falar da Internet, do ciberespaço e da realidade virtual. O livro foi escrito antes da explosão da internet - quando as discussões sobre espaços virtuais estavam reduzidas a núcleos duros de teóricos académicos. De certa maneira, Snow Crash inspirou alguns dos conceitos de espaços virtuais, hoje quase banais nos ambientes de jogo multijogador, que chegam a reunir milhares de avatares num único espaço virtual (pensem no Second Life). O que era uma teoria sócio-informática e uma ideia literária transformou-se num rendoso produto económico.

O enredo de Snow Crash que se desenrola no espaço real chega a tocar os limites do surrealismo, embora pareça assustadoramente possível. Influenciado pelas regras de um mercado livre e agressivo, Stephenson descreve um mundo desagregado. A noção de país desapareceu, substituída por míriades de territórios suburbanos controlados por mega-corporações rivais. As forças policiais e militares são privadas, e a ideia de franchising foi levada ao absurdo de até a mafia abrir sucursais legais. O governo apenas controla parcelas de território não franchisadas, funcionando como mais uma corporação. As pessoas vivem e deslocam-se entre condomínios fechados, circulando em auto-estradas rodeadas de lojas franchisadas. Parece uma ideia impossível? Circulem então pela IC-19, ou por qualquer outro espaço suburbano/exurbano contemporâneo.

Snow Crash vale pelo gosto da pura aventura, mas o que transforma este livro numa referência da Ficção Científica de género cyberpunk é o imaginar de um mundo virtual hiperreal que se mescla com um mundo real cada vez mais irreal.