Terminou hoje o percurso, pela nossa escola, da exposição que preparámos a propósito de Miguel Torga. Todavia segue estrada fora e estará, agora, patente, na Biblioteca Municipal da Venda do Pinheiro. Quem não teve oportunidade de ver, pode ainda passar por lá.
Desejamos ter aguçado a vossa curiosidade em relação à obra do autor e, para isso, podem ser passar pelo nosso Centro de Recursos e requisitar uma das suas obras.
Entre aquelas que estiveram em destaque, relembramos obras como: Bichos, Novos Contos da Montanha, Diário e O Senhor Ventura (com a particularidade de termos uma obra com a versão portuguesa e chinesa, pois esta é a história de um português que visita a China) e a sua Antologia Poética. A Câmara Municipal de Coimbra ofereceu-nos também a Fotobiografia, da autoria da sua filha e o álbum O Calvário do Poeta.
Como disse a Fanni num dos recitais, "os poetas não morrem"!Esta foi a nossa homenagem.
Finalizamos, entrando na época natalícia com um poema de Miguel Torga.
Retábulo
Estranho Menino Deus é o dum poeta!
O que nasce e renasce há muitos anos
Na minha noite de Natal, fingida,
Mal corresponde à imagem conhecida
Das sucursais do berço de Belém.
É uma criança tímida que vem
Visitar os meus sonhos, e, ao de leve,
Com mãos discretas, tece
Um poema de neve
Onde depois se deita e adormece.
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Requiem por mim...de Miguel Torga
Aqui fica o som de um poema de Miguel Torga lido pelo patrono do Centro de Recursos, o poeta José Fanha.
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
Miguel Torga no universo virtual
No âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Miguel Torga, a Biblioteca Nacional criou um sítio dedicado ao autor.
Com um grafismo interessante, apresenta a seguinte estrutura:
http://purl.pt/13860/1/index.html
Com um grafismo interessante, apresenta a seguinte estrutura:
- Adolfo Rocha: Infância e Juventude
- Miguel Torga: Maturidade e Velhice
- Antologia
- Galeria de Imagens
- Bibliografia
- Ficha técnica
http://purl.pt/13860/1/index.html
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domingo, 25 de novembro de 2007
Recital "Cem anos de Torga"
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"Cem anos de Torga" celebraram-se num recital que promovemos na passada quarta-feira (21/11) no nosso espaço, no âmbito da exposição "Pelos caminhos de Torga". O público foi constituído pelas turmas do 9.ºB e 9.ºD. Na próxima quarta-feira repete-se para as restantes turmas.Foi um momento bonito, sublinhando que os escritores não morrem, pois a sua obra perpetua-os.
Nesta festa contámos com o contributo do Professor José Vaz (um profundo admirador e conhecedor de Miguel Torga) que nos falou acerca do homem, revelando episódios curiosos e sublinhando a grande humanidade do autor. José Fanha leu-nos diversos poemas do poeta, sendo um dos momentos mais curiosos aquele em que recitou o poema "Limoeiro", no qual "namora" de forma divertida com uma árvore que avistava do seu consultório. A Fanni (Fernanda Frazão), uma "voluntária das palavras" que conhecemos recentemente, divertiu-nos com a bela leitura que fez do conto "Nero". A professora Jacqueline Duarte destacou algumas passagens dos "Diários" que Torga redigiu ao longo de 50 anos, nomeadamente uma em que se refere ao Convento de Mafra.
A finalizar, José Fanha leu o poema "Requiem", no qual o autor se despede dos seus leitores. Todavia, para não incutirmos um tom demasiado triste ao momento, terminámos lembrando que, afinal, tínhamos estado em festa colectiva (com um público à altura da ocasião). Como escreveu Miguel Torga, "Ninguém é feliz sozinho, nem mesmo na eternidade."
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Tributo a Miguel Torga (II)
S. Martinho de Anta, 26 de Abril de 1954.
A UM NEGRILHO
Na terra onde nasci há um só poeta.
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
é nos seus olhos que se vê pousada.
Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!
Diário VII
A UM NEGRILHO
Na terra onde nasci há um só poeta.
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
é nos seus olhos que se vê pousada.
Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!
Diário VII
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Tributo a Miguel Torga
SANTO E SENHA
Deixem passar quem vai na sua estrada.
Deixem passar
Quem vai cheio de noite e de luar.
Deixem passar e não lhe digam nada.
Deixem, que vai apenas
Beber água de Sonho a qualquer fonte;
Ou colher açucenas
A um jardim que ele lá sabe, ali defronte.
Vem da terra de todos, onde mora
E onde volta depois de amanhecer.
Deixem-no pois passar, agora
Que vai cheio de noite e solidão.
Que vai ser
Uma estrela no chão.
Diário I
Deixem passar
Quem vai cheio de noite e de luar.
Deixem passar e não lhe digam nada.
Deixem, que vai apenas
Beber água de Sonho a qualquer fonte;
Ou colher açucenas
A um jardim que ele lá sabe, ali defronte.
Vem da terra de todos, onde mora
E onde volta depois de amanhecer.
Deixem-no pois passar, agora
Que vai cheio de noite e solidão.
Que vai ser
Uma estrela no chão.
Diário I
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Exposição "Pelos Caminhos de Torga"


Deixamos algumas imagens alusivas à exposição anunciada e que podem visitar no átrio da escola. Destacamos a reprodução de um retrato de Miguel Torga, desenhado pelo artista Henrique Medina. Para os que não conhecem uma torga, também temos um exemplar da planta na exposição. Porquê...? Procurem a resposta.
Refira-se que,nas visitas guiadas realizadas às turmas, a exposição culmina com a audição do poema "Requiem" (o último que o poeta escreveu) dito por José Fanha.
Apareçam!
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Cem anos de Torga
Celebra-se este ano o centenário do nascimento de Miguel Torga. Também o Centro de Recursos, em parceria com a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, quis assinalar a efeméride. Assim, preparámos uma exposição intitulada "Pelos caminhos de Torga...", que estará patente no átrio da escola até 30 de Novembro.
Simultaneamente, no Centro de Recursos encontram, em destaque, um conjunto de obras deste autor português.
Aguardamos a vossa visita!
Simultaneamente, no Centro de Recursos encontram, em destaque, um conjunto de obras deste autor português.
Aguardamos a vossa visita!
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