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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Às vezes gosto de me lembrar do O'Neill

POESIA-CÃO

Com que então, coração,
poesia-aflição!
Antes poesia-cão
que é melhor posição.

Já que não és capaz
dos efes e dos erres
dessa solerte mão
que é a que preferes,

meu tolo desidério,
talvez seja mais sério
não te tomares a sério:
reduz-te ao impropério.
Alexandre O'Neill, Feira Cabisbaixa, Relógio D'Água, 1998.