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domingo, 22 de junho de 2008

Creature Creator

Spore

Para os aprendizes de ciência, fãs de jogos de simulação, amantes de brinquedos digitais e apaixonados pelas tendências de evolução do mundo digital, vida artificial, realidade aumentada, realidade virtual e as infinitas possibilidades da sociedade da informação, está prestes a sair um novo e viciante jogo: o Spore. A premissa do jogo é simples: fazer evoluir criaturas a partir do estado de organismo unicelular até à conquista do espaço. Apenas. O jogo está a ser criado por Will Wright, autor de alguns dos melhores jogos de sempre, como Sim City, Sim City Societies ou The Sims. Comum aos jogos de Will Wright está o gosto pela gestão de ambientes, a manipulação de variáveis e gestão dos seus resultados, e o brincar com sistemas complexos aprendendo lições que são úteis na vida real. Estes jogos são abertos, sem objectivos definidos, e desafiam o jogador a construir e a gerir mundos complexos. E são... viciantes, como bons desafios à inteligência.

Spore será aquilo que Sim Earth poderia ter sido se na altura em que foi criado a potência gráfica dos computadores fosse a de que dispomos hoje. Spore será um jogo que reúne elementos dos restantes jogos de Will Wright, simulando mundos desde a fase unicelular até à conquiista galáctica. Permite criar um ecossistema do microscópio ao macroscópio, fazer evoluir as criaturas e suas civilizações ao longo de cinco fases (Célula, Criatura, Tribo, Civilização e Espaço), e através da internet explorar e partilhar os mundos virtuais criados por outros jogadores. O interesse e a expectativa, são enormes.



O jogo estará disponível em Setembro. Até lá, experimentem o Creature Creator, que permite criar criaturas para o jogo. É muito interessante, permitindo-nos manipular seres virtuais em busca das melhores combinações de capacidades, elementos estéticos e formas biológicas. Podem encontrar uma galeria de simpáticas, estranhas, bizarras e divertidas criaturas criadas no Creature Editor.

(Cuidado: o Creature Editor é um download de 200 megabytes, e que ao instalar vai pedir a versão mais actual do DirectX, o que implicará outro download de mais 30 megabytes e uma verificação da legitimidade da vossa cópia do windows.)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Moblin


Moblinux
Colocado por archizero


Imaginem as potencialidades. Hipermobilidade, realidade aumentada, ligação ubíqua, cloud computing na palma da mão, em plataformas opensource. O overhyped iPhone 3G promete, mas não se baseia no software livre; o Symbian luta por evoluir, e o Android promete. Dê por onde der, e nisto das plataformas quanto mais melhor, desde que exista interoperabilidade (que a internet obriga), a tendência é para o fim da computação fixa. O desktop está em vias de extinção acelarada, o portátil evolui para o ultraportátil. O telemóvel... já deixou de ser um dispositivo de simples comunicação oral. Falar ao telemóvel está a tornar-se passè.

O video demonstra os conceitos do Mobile Linux. Tendências de evolução do mundo online.

sábado, 3 de maio de 2008

Vamos jogar?



Jogar... de graça?

Os jogos de computador são uma das maiores fontes de divertimento da actualidade. Os jogos, como indústria, movem milhões de euros, baseados na proliferação de jogos para todos os gostos e públicos-alvo. Neste universo encontramos de tudo, desde jogos moralmente questionáveis como o Grand Theft Auto, verdadeiros mundos virtuais como o Second Life (acessível apenas a maiores de doze anos), jogos educativos, jogos destinados ao público infantil, jogos massivos de estratégia, infinitas variações de jogos clássicos... listar todas as variedades seria um trabalho sem fim.

Jogar é um passatempo caro. Os jogos estão sempre na crista da onda da tecnologia digital, exigindo sempre os melhores recursos na busca de ambientes cada vez mais realistas (hiperreais, na verdade). As plataformas - PSP, PlayStation, XBox, Gameboy e um PC bem "artilhado" não são baratas, e os jogos originais têm preços elevados. Como fugir a estes gastos?

Normalmente, pirateia-se o jogo. Esta alternativa é errada: piratear é, para todos os efeitos, roubar. Embora os jogos sejam muito caros, a verdade é que movem enormes equipes de programadores, designers e artistas que devem ser justamente recompensados pelo seu trabalho. Piratear é uma solução éticamente irresponsável.

A solução ética passa pelo universo do Open Source, o software livre. Este tipo de software é publicado na internet, livre para todos. E, claro, os programadores que desenvolvem software livre também já olharam para os jogos.

Nesta página - Top 25 Linux Games encontram-se os melhores jogos livres publicados para linux. Têm em comum ser gratuitos, existirem em versões Windows, e surpreendem pelo seu grafismo e complexidade, que estão ao nível dos jogos comerciais. De todos os jogos, destaco alguns já experimentados: o TORCS - The Open Source Racing Car Simulator, cheio de pistas desafiantes e carros de sonho para experimentar; o Mania Drive, um jogo de corridas surpreendente que só peca por o carro ser um Clio e não um XAD, com uma física realista e banda sonora "a abrir"; e o AlienArena, jogo estilo Quake com cenários fantásticos e uma jogabilidade surpreendente. Todos estes jogos são gratuitos, e estão à distância de um download.

Experimentem estes jogos, e descubram como podem jogar sem gastar dinheiro... e sem piratear jogos comerciais. Se quiserem descobrir mais jogos gratuitos, a wikipédia tem uma lista de jogos open-source.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Software a custo zero

A nova versão do Microsoft Office já anda por aí há algum tempo, mas... valerá a pena?

A suite de programas Microsoft Office é um software comprovadamente útil. Já não passamos sem o Word para escrever os textos, o Excel para dar uma ajudinha nas contas, e o Powerpoint para remixar texto e imagem com som e animações para criar apresentações que andam próximas do multimédia. Tornou-se essencial ao trabalho de professores e alunos, mas é um software caro: custa a partir de 131€, na licença de estudante. A solução habitual consiste em descobrir uma versão pirateware, recorrendo à cópia ilegal. É uma solução eticamente condenável, que pode trazer dissabores.



De qualquer forma, para quê pagar? Existem formas de ter, no nosso computador, acesso legal e gratuito a softwares de edição de texto, folhas de cálculo e apresentações. Uma delas é a instalação do Open Office, uma suite completa, semelhante ao Microsoft Office, mas de código-fonte aberto, desenvolvida por programadores voluntários. As primeiras versões do Open Office não impressionavam, mas as mais recentes são potentes alternativas ao software caro da microsoft. Para além de se assemelhar ao Word, Powerpoint e Excel, o Open Office abre todos os ficheiros produzidos por estes programas (e mais alguns). E custa.... 0€.

Podem fazer o download aqui da versão portuguesa aqui: pt: OpenOffice.org, para Linux, Windows e MacOS.

Mas ainda podemos ir mais longe. E que tal trabalhar num programa como o word, sem ter de o instalar? E que tal se em vez de se ter de ter os ficheiros essenciais armazenados numa pen, se pudesse trabalhar com eles em qualquer computador (e até telemóvel)? É possível: basta uma ligação à internet, um browser (o programa que utilizamos para navegar na net) e criar uma conta numa das muitas aplicações online.

As aplicações online são sites que se utilizam como programas. Fazem quase tudo o que os programas tradicionais fazem, e libertam o utilizador do computador pessoal - pode-se trabalhar em qualquer computador, desde que esteja ligado à net. Ainda permitem uma pequena maravilha: imaginem que tinham de fazer um trabalho com um ou mais colegas. Agora imaginem que todos podiam estar, cada um no seu computador, a trabalhar no mesmo documento, ao mesmo tempo. Em vez de perder tempo a discutir quem é que tem que passar o texto para o computador, todos podem estar a trabalhar num mesmo documento. Fazem maravilhas com trabalho colaborativo.

As aplicações online são o futuro do uso do computador. Surgem cada vez mais sites que permitem fazer de tudo, utilizando um só programa - o browser do computador. Para além disso, dão uma belíssima sensação de puro futurismo.



O Zoho é um verdadeiro office na internet. Tem de tudo, desde processador de texto a folha de cálculo, e ainda permite coisinhas engraçadas como wikis para páginas de grupos e criação de aplicações para os que gostam de programar. Trabalha-se no Zoho tal como se trabalha no Office, com a vantagem de todo o nosso trablho ser guardado na internet... acabam-se as pens e aquela sensação irritante de "em que pasta é que guardei o meu trabalho?"... e só custa o trabalho de criar uma conta no site.

O Google Docs não é tão completo como o Zoho, mas permite o essencial: processamento de texto, folhas de cálculo e apresentações. Tem o defeito de só gostar dos browsers Internet Explorer e Firefox (quem usa o Opera vê-se grego para usar o docs). O Google Docs vem de graça com uma conta de email no Gmail.

Será que vale mesmo a pena pagar pelo Office, ou recorrer à solução errada que é piratear o programa? Existem alternativas. E não custa nada, literalmente, experimentar.

terça-feira, 8 de abril de 2008

De gatos....

morph1
imagem criada por alunos do clube digital

Poderão os gatos metamorfosear-se em cães? Sim, com o SqirlzMorph, um software freeware que permite criar efeitos de morphing. Estes efeitos são aqueles que vês no cinema e na animação, quando um objecto, criatura, personagem ou paisagem se transforma noutro, aparentemente sem dificuldade. Experimenta. O software é fácil de usar, e permite-te criar metamorfoses das tuas imagens em poucos minutos.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Gloodle




Video realizado por um aluno do clube digital.

Na animação 3D o realismo é muitas vezes obtido através de complexos algoritmos que simulam no ecrã o movimento de partículas - poeiras, gotas de àgua, pelos.

Também podes experimentar a animação de partículas utilizando o Gloodle. O programa é limitado, só te permite criar e animar as partículas pré-definidas, mas é muito divertido de utilizar. Depois de pintares formas estranhas com as ferramentas de criação de partículas (com simetrias, linhas, formas geométricas) podes animar os resultados e gravar como video.

Experimenta:

Website do Gloodle (em inglês)
Download do Gloodle (em português)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Inkscape


(imagem de minivla)

Uma das formas de utilizar o computador enquanto ferramenta de desenho é o desenho vectorial. Esta é uma forma de desenhar utilizando formas matemáticas (nós, linhas, figuras geométricas) com uma enorme liberdade de escalabilidade. Um desenho vectorial pode ser ampliado com muita facilidade para o tamanho que se quiser sem perda de qualidade de imagem.

Os programas de desenho vectorial, dos quais os mais conhecidos são o Corel Draw e o Adobe Illustrator são potentes softwares de desenho que desafiam a imaginação a encontrar os seus limites. O desenho vectorial é uma técnica que permite resultados que vão desde o fotorealismo à abstração expressiva. Infelizmente, estes programas são caros e difíceis de dominar.

Disponivel para Linux e portado para o Windows, o Inkscape é um programa de desenho vectorial ainda em fase de desenvolvimento que apesar de ainda não ser capaz de substituir os programas mais tradicionais em uso profissional apresenta já um impressionante conjunto de funcionalidades. O Inkscape é fácil de utilizar, exporta imagens em vários formatos, trabalha com o formato .svg, legível pelos browsers, é divertido e... tem custo zero.

O DeviantArt tem imagens arrebatadoras criadas em Inkscape. Esta imagem de uma borboleta foi criada por uma criança de 12 anos, o que mostra como é fácil utilizar este programa. Está disponível para download em Inkscape.org com versões para Windows, Mac e Linux.