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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Poesia em tempo de primavera...

Com a primavera no ar, o amor serve de mote à poesia.

Aqui fica o poema da autoria de uma utilizadora do Centro de Recursos:

"Amor, Saudade"

A saudade está em mim, ela posso tirar.
Mas só não volto a amar, porque a pessoa que 
Verdadeiramente amo,
Na minha vida nunca vai estar.

Se vivo é para ser feliz,
Não para sofrer,
Eu só quero ter de volta
A pessoa que fez a saudade aparecer.

Eu sofro de saudade,
Por que quero voltar a ter,
O amor no meu coração,
Que sempre me fez estremecer.

A saudade mata,
Mas eu vou aguentar,
Porque vou ser feliz,
Com a pessoa que me amar.

Finalmente sou feliz,
A saudade desapareceu,
Encontrei a pessoa que realmente me ama
Uma Pessoa tal como eu.

Bárbara Ferreira 5.º B

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Singela homenagem a Vasco Graça Moura



Por sugestão da professora Elisabete Bernardo, publicamos hoje uma homenagem do nosso aluno Vasco Moura, na forma de poema, ao seu avô, na sequência da sua morte esta semana. Obrigada, Vasco, por partilhares connosco estas palavras!


Morrer é triste
É um sono eterno
Quando te referiste
Ao meu avô eu chorei.

Pensei morrer
Não ia aguentar
Ia render a minha alma.

O que acontece depois da morte
Eu não sei.

Mas quando eu morrer
Canta para mim esta canção:

A morte é triste
É difícil nunca mais te poder ver.

É pena seres mortal
Tudo acaba o que começa
Excepto uma coisa
O meu amor por ti.

Vasco Moura

sábado, 16 de novembro de 2013

Prata da casa

De vez em quando descobrimos a veia poética de alguns alunos... E é um prazer!
A professora Elisabete Bernardo leu a poesia escrita pela sua aluna de 5.º ano, Íris Ribeiro, e ficou encantada. 
Nós também! Felicitamos a Íris e publicamos aqui um dos seus poemas.

Olhos

Olhos, olhos
para que vos quero?
Para ver o quê?
O quê?

A tristeza e a miséria
ou o amor e e a alma?

Olhos, olhos
para que vos quero?
Para sentir?
Para chorar?

Vejo crianças
sem roupa num
rio a chorar à 
espera de uma cara para beijar.

Olhos, olhos
já sei para que vos quero
tenho de sentir, chorar e
às vezes gritar.

Olhos, olhos
fiquem comigo
pois já sei para
que vos preciso.

Íris Ribeiro
5.º E

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dia da Poesia

  Assinalamos o Dia da Poesia com a publicação dos dois poemas que representaram a nossa escola no Concurso "Faça lá um poema", promovido pelo PNL.
Para ler os poemas vencedores consultar aqui

Às nossas poetisas, parabéns pelos seus belos versos!


2.º ciclo
Beatriz Lourenço (6.ºF)

"Amor é..."

Muitos pensam conhecer o amor,
enquanto outros dizem que isso só traz dor.
Eu cá acho que amor é loucura,
cometida por loucos sem cura.

Amor não é doença não,
mas também pode destruir o coração.
É uma sensação indescritível,
uma memória uma memória inesquecível.

Mas o que é o amor afinal?
Ora, amar é conhecer
e, no final de tudo,
não saber o que fazer.

Não saber o que dizer ou pensar,
ao mais pequeno olhar
começar a corar,
ninguém sabe o que é amar.

Nem eu, nem tu, nem ninguém,
mas todos temos algo igual.
Queremos conhecer alguém,
com quem vivamos um amor sem final.

Amor não tem a ver com a idade,
só não pode haver falsidade.
Tem de ser verdadeiro,
capaz de enfrentar o mundo inteiro.

Amor é sempre diferente
e nunca amamos toda a gente.
Uns menos outros mais,
os amores nunca são iguais.

Todos nós temos alguém,
que com um sorriso nos faz corar.
E no mundo não existe ninguém
incapaz de se apaixonar.

3.º ciclo
Beatriz Filipa Jorge Mina (8.ºD)

"Em segundos"

E posso nos definir como segundos

Segundos num crepúsculo de primavera
Quando as flores desabrocham
Mas no último raio de luz do dia
Já desapareceram (em segundos)

Segundos numa noite de verão
Quando a lua está lá no alto
Mas quando olhamos para ela
Já desapareceu (em segundos)

Segundos numa tarde de outono
Quando as folhas das árvores caem
Mas quando olhamos para o chão
Já desapareceram (em segundos)

Segundos numa manhã de inverno
Quando vamos à rua
E a neve brilha
Mas no dia seguinte
Já desapareceram (em segundos)

Somos segundos,
Ou melhor, fomos segundos
Segundos que simplesmente desapareceram.
Fomos as flores num crepúsculo de primavera,
Fomos a lua numa noite de verão,
Fomos as folhas numa tarde de outono,
Fomos a neve numa manhã de inverno,
Mas já desaparecemos (em segundos).

sexta-feira, 15 de março de 2013

"Gotas de poesia"

No âmbito da prova do concurso de leitura "Estamos mesmo a ler!" as equipas foram desafiadas a escrever uma quadra onde usassem a palavra LER e MAR.

Apreciem as belas "gotas de poesia" que surgiram...

sábado, 14 de abril de 2012

Avô adere ao Facebook...

E descobre uma namorada japonesa.:)
É verdade, trata-se do enredo de um dos mais recentes títulos do nosso patrono.
José Fanha fala-nos um pouco acerca do livro A namorada japonesa do meu avô aqui.

A Ana Filipa Estrela, do 7.º E, leu e gostou (Like!). Apresentou-o à turma, inspirou-se e fez este poema, com base na história.

Bonita como uma rosa
Era a namorada que o avô encontrou
Assim que o neto descobriu
Logo ele corou

Ao "Facebook" logo o avô aderiu
Com uma foto bonita
De um corpo musculado e moreno
Uma rapariga japonesa conquistou

Para ele aquela rapariga era tudo o que tinha
Porque depois da avó Emília falecer
O avô já não queria viver
Com receio de ficar com aquele desgosto profundo

Quando a saudade apertava sem  parar
O avô ia até à sala
E falava, falava e continuava sempre a falar
Para a que a sua alegria pudesse um dia regressar

Com o passar do tempo 
As amarguras voaram (por aqui e além)
Mil alegrias e sensações 
Nos rostos da família (antes triste e agora contente)
Se expressaram!


quinta-feira, 22 de março de 2012

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dia do Animal

Associámo-nos às professoras Ana Rita Piano(programa eco-escolas) e Sónia Azevedo e decidimos homanagear os animais. Preparámos uma seleção de livros, uma apresentação com poemas e outras surpresas! Apareçam e passem também pelo átrio, onde vos espera uma bela (e muito "fofinha")  exposição!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Poemário

Semanalmente, no âmbito do Projecto aLer+, um poema é divulgado no "Poemário" exposto na sala de professores. Esta é uma actividade da responsabilidade da professora Fátima Pratas (que selecciona  sempre bela poesia), a quem enviamos um beijinho e os votos de rápidas melhoras.

Aqui fica o poema desta semana.


Poemario Jan, 11

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Aconteceu mais uma Maratona da Poesia







Ontem, entre as 10h e as 16h20, decorreu mais uma Maratona da Poesia do nosso Agrupamento. No Centro de Recursos Poeta José Fanha, entre as 10h e as 16h20, celebrou-se a poesia. Participaram meninos da escola-sede e de outras escolas (EB1 Venda, JI Venda, JI/EB1 Professor João Dias Agudo, na Póvoa da Galega), presencialmente e por videoconferência (na parte da tarde, em ligação com a Póvoa). Contámos com a participação não só de alunos (dos mais pequeninos aos mais crescidos), professores, como também de encarregados de educação.

Como "manda" a tradição, quem iniciou a Maratona foi o nosso Director, o professor António Felgueiras, fomos passando um testemunho (com uma estrela, o tema do poema escolhido como mote para este ano) e registando no "Mural dos Poetas" o nome de todos aqueles que por aqui foram sendo ditos. À semelhança do ano anterior (com o apoio do professor Emanuel Nunes) o poema mote "Mizaar" (da autoria de Jorge Sousa Braga) foi musicado e interpretado pelos alunos do 5.º A.

Foi bonita a festa... Para o ano há mais!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Maratona da Poesia


terça-feira, 6 de maio de 2008

William Blake, "Cantigas da Inocência e da Experiência" II

14
O Menino encontrado


Só, no pântano deserto,
Guiado por luz errante,
Chora, mas Deus, sempre perto,
Mostra-se, tal pai, de branco.

Beija-o & dá-lhe a mão
E até à mãe o leva,
Que, pálida de aflição,
O buscava pela treva.



(Tradução de Manuel Portela, Antígona)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

William Blake, "Cantigas da Inocência e da Experiência"* I

13
O Menino Perdido

«Pai, pai, aonde é que vais?
Oh!, não andes tão depressa.
Diz, diz, pai diz-me onde vais
Ou vou perder-me não tarda.»

Noite escura, o pai sumido,
Gela o menino ao relento.
Chora, atolado na lama,
E a névoa vai com o vento.

*(Tradução Manuel Portela, Antígona)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Mills



Those...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Aqui



Instruções de uso: se o vosso telemóvel for compatível, descarreguem o leitor de códigos QR aqui: Kaiwa Reader. Instalem no vosso telemóvel. Depois, arranquem a aplicação e apontem a câmara para conseguir ler o texto que está escondido na imagem.

Veio daqui.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Maratona da Poesia - ano 4!

Maratona da Poesia
Agrupamento de Escolas da Venda do Pinheiro
09 de Abril de 2008


Para que serve a poesia
(...)
Para que serve a poesia?
Serve para haver poesia.
Para o homem ser um homem.
Para o gato ser um gato.
Para a flor ser uma flor.

Não fosse ela, a poesia,
e não nascia o Sol.
Tudo o que havia
era uma noite eterna,
escura e fria.
É por haver poesia,
que os dias são dias.
Isso eu sei.
E tu, sabias?

Álvaro Magalhães, O Brincador

Entre as 10 e as 14h, no Centro de Recursos Poeta José Fanha, a pista está aberta... para a poesia!
Os alunos do CEF de Jardinagem iniciaram ontem a festa, plantando uma oliveira baptizada com o nome de Luís de Camões. Deste modo assinalou-se a associação entre duas efemérides - Dia da Árvore e Dia da Poesia.

Mantendo a tradição, a nossa Presidente dará início à passagem do testemunho e contaremos com a participação, além de turmas da nossa escola, de meninos das E.B. 1 da Venda do Pinheiro e da Póvoa da Galega.
Partida, lagarta e toca a festejar a poesia. Divirtam-se!
_______

segunda-feira, 7 de abril de 2008

William Wordsworth

William Wordsworth 1770–1850

"Daffodils" (1804)

I wandered lonely as a cloud
That floats on high o'er vales and hills,
When all at once I saw a crowd,
A host, of golden daffodils;
Beside the lake, beneath the trees,
Fluttering and dancing in the breeze.

Continuous as the stars that shine
And twinkle on the milky way,
They stretched in never-ending line
Along the margin of a bay:
Ten thousand saw I at a glance,
Tossing their heads in sprightly dance.

The waves beside them danced,
but they Out-did the sparkling leaves in glee;
A poet could not be but gay,
In such a jocund company!
I gazed—and gazed—but little thought
What wealth the show to me had brought:

For oft, when on my couch I lie
In vacant or in pensive mood,
They flash upon that inward eye
Which is the bliss of solitude;
And then my heart with pleasure fills,
And dances with the daffodils.



quinta-feira, 20 de março de 2008

Dia Mundial da Poesia (21 de Março)

Assinalando o Dia Mundial da Poesia (21 de Março), deixamos a resposta que muitos procuram…


Para que serve a poesia

(...)
Para que serve a poesia?
Serve para haver poesia.
Para o homem ser um homem.
Para o gato ser um gato.
Para a flor ser uma flor.

Não fosse ela, a poesia,
e não nascia o Sol.
Tudo o que havia
era uma noite eterna,
escura e fria.
É por haver poesia,
que os dias são dias.
Isso eu sei.
E tu, sabias?

Álvaro Magalhães, O Brincador

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Padre António Vieira, 06-02-1608 / 18-07-1697


António Vieira

O céu 'strela o azul e tem grandeza.
Este, que teve a fama e à glória tem,
Imperador da língua portuguesa,
Foi-nos um céu também.

No imenso espaço seu de meditar,
Constelado de forma e de visão,
Surge, prenúncio claro do luar,
El-Rei D. Sebastião.

Mas não, não é luar: é luz do etéreo.
É um dia; e, no céu amplo de desejo,
A madrugada irreal do Quinto Império
Doira as margens do Tejo.

Mensagem, Fernando Pessoa





sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Tributo a Miguel Torga (II)

S. Martinho de Anta, 26 de Abril de 1954.


A UM NEGRILHO


Na terra onde nasci há um só poeta.
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
é nos seus olhos que se vê pousada.

Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!

Diário VII